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Papo entre amigas



Fomos ao centro confabular as últimas, já que fazia tempo que não nos víamos.
Comecei mostrando o corte novo e Jasmine sua nova tatoo.
Logo passamos aos fatos da faculdade e aos benditos amores: passados, cansados e platônicos, havíamos tido experiências dos três tipos, tanto eu como ela, parecia cômica a nossa troca de figurinhas.
Dos amores passados ficamos com a aprendizagem, 
Dos amores cansados listávamos a parte boa e dos platônicos saiam nossos poemas "loucas para amar".
Aqueles benditos amores que um dia nos fizeram sofrer viraram adubo para uma alma mais madura.
O trocar das experiência nos ajudava a ver com outros olhos, o que em nossos quartos na madrugada eram apenas lágrimas.

Eis a importância de um ombro amigo, transformar lágrimas em risos e descobrir que existem DIAS ruins e não VIDA ruim.

Pegamos nossos Mc Flurry na mesa e nos levantamos torcendo por novos amores para recordar.


Da série, papo entre amigas
Por: Brito, Emillly


Cacos






Sofia tentava de todos os modos me levantar. O coração só chorava, só chorava. Já quis voltar no tempo, já quis não existir mais, já quis tentar esquecer. Fácil falar, fácil aconselhar, fácil apontar os erros para quem está de fora. Só quem tem o coração rasgado sabe sua dor, as lágrimas caídas sabem bem de tudo isso. 

- Vai passar, Sofia, eu sei. Só preciso de tempo.


- Acho que ninguém nunca morreu de amor, disse Sofia, me puxando para o parapeito da janela.

- Olha lá – continuo ela, - olha lá embaixo, sob esse céu que ontem era cinza, as pessoas continuam andando, continuam vivendo apesar dos desamores, apesar  dos desencantos. Elas sabem que é Deus que fez o céu mudar de cor, elas sabem que assim como os dias se renovam o coração em cacos delas também se regenerará.


 BRITO, Emilly